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Estações Ferroviárias |
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As ferrovias desempenharam um papel fundamental para o crescimento econômico e social das cidades do Vale do Paraíba. Ao redor das estações o comércio ganhou um novo impulso e surgiram novos núcleos habitacionais. |
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A inauguração da primeira estrada de ferro de São José dos Campos data de 1877, com a chegada do primeiro comboio de passageiros. A vinda da ferrovia trouxe algum progresso, afirmando-se a cidade como um centro polarizador de uma vasta
área agrícola, abrangendo, ao norte, a região da Mantiqueira, incluindo os municípios limítrofes do Estado de Minas Gerais e, à sudeste, toda a região de Paraibuna. A cidade expandiu-se, alargando em muito os limites do antigo aldeamento jesuítico, ainda conservados durante toda a primeira metade do século XIX, conforme nos é dado conhecer por intermédio dos relatos e da iconografia deixados por viajantes.
A linha era servida pela Estrada de Ferro Central do Brasil (hoje RFFSA). A 11 de abril de 1891 a Estrada de Ferro São Paulo - Rio de Janeiro foi incorporada à Estrada de Ferro Central do Brasil.
Vindo de Jacareí, cidade implantada às margens do Paraíba, a ferrovia seguia pela várzea. Na divisa do município, no Bairro do Limoeiro, ainda na planície, instalou-se uma primeira pequena estação, em 1894, e permaneceu na várzea seguindo em direção à São José dos Campos. |
Cruzando o Ribeirão do Vidoca, o antigo traçado férreo subia a colina em direção aproximada da atual Avenida Anchieta, galgando a escarpa, alcançando o altiplano no ponto, aproximado da atual confluência da Avenida São João com a Avenida Nove de Julho. Nesta área foram implantadas a principal estação do Município, armazéns, terminal de cargas e escritório da Companhia. A antiga estação situava-se onde hoje se encontram a estação de tratamento de águas da Sabesp e o Tênis Clube.
O caminho da ferrovia continuava pelas encostas do abrupto Vale do Lavapés, obedecendo a melhor declividade e, para retornar à várzea, realizava uma manobra arriscada ao guinar repentinamente em curva para cruzar o ribeirão. Em 1915, nesta curva ocorreu um desastre de grandes proporções. Porém, somente em 1922 o problema do traçado inadequado da linha despertou o interesse público, gerando uma enorme polêmica, quando já havia a EFCB decidido mudar o traçado da ferrovia, iniciadas, inclusive, as respectivas obras, criando-se uma nova variante pela várzea, tangenciando a cidade pelos campos de Santana, local onde estava previsto a construção da nova estação. |
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Temia-se que a mudança da estação esvaziasse economicamente o centro da cidade. O movimento de oposição era liderado por Napoleão Monteiro, editor do "Correio Joseense". O prestígio das lideranças do movimento, bem assim os seus vínculos com o Partido Republicano, foram capazes de num primeiro momento fazer paralisar as obras em curso. Por sugestão do Ministro da Viação ficou de ser estudada a transferência apenas do terminal de cargas, permanecendo a estação de
passageiros no local tradicional, além da proposta do engenheiro Suzano Brandão, que fossem rebaixados os trilhos, permanecendo entricheirada a ferrovia.
Transcorridas as eleições, eleito o candidato republicano, Arthur Bernardes, foram todavia retomadas as obras da variante, tendo sido lançada a pedra fundamental da nova estação de São José dos Campos em 23 de julho de 1922. O atual prédio foi inaugurado em 19 de setembro de 1925, junto à Avenida Sebastião Gualberto, no bairro de Vila Maria.
A linha seguia em direção a Martins Guimarães, instalando-se no local uma estação e, por fim, chegava ao atual distrito de Eugênio de Melo. |
Por causa da economia cafeeira de exportação e a comercialização regional de cana, rapadura, aves e outros produtos, implantou-se ali uma estação ferroviária, inaugurada em 28 de agosto de 1877. A localidade recebeu o nome atual em homenagem ao construtor da estação e diretor da Estrada de Ferro II no período de 1889 a 1891, Engenheiro Eugênio Adriano da Cunha e Mello. Em 1904, chegou a Eugênio de Melo a bitola larga, o que aumentava a carga dos vagões ferroviários.
As estações ferroviárias encontradas no município,
Estação Ferroviária do Limoeiro,
Estação Ferroviária de São José dos Campos,
Estação Ferroviária de Martins Guimarães e
Estação Ferroviária de Eugênio de Mello,
representam testemunhos relevantes para a história da cidade no seu processo de desenvolvimento urbano e social. Com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, as ferrovias foram sendo desativadas gradativamente. Atualmente, com exceção da E.F. Central, as estações estão em estado precário de conservação. No momento, estes prédios estão em processo de preservação pelo Comphac. |
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