07/01/2009  


Busca de Empresas Cadastro de Visitantes info@sjc.com.br
Acontece
Notícias
Guia de Lazer
Negócios
A Cidade
Infra-Estrutura
Hospedagem
Gastronomia
Turismo
Guia de Compras
Serviços
Tecnologia
Entidades
Cultura
Indústrias

[História] - [Geografia] - [Símbolos] - [Economia]
[Educação] - [Três Poderes] - [Patrimônio Histórico]
Companhia de Fiação e Tecelagem Paraíba
A primeira referência à instalação de uma fábrica de tecidos no Município encontra-se no semanário "Correio Joseense", de 30 de abril de 1925, referindo-se ao início das obras de edificação da Companhia Fiação e Tecelagem Parahyba, fundada por capitalistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em junho de 1925, a Fiação e Tecelagem Paraíba arrematou em leilão público as terras dos herdeiros de Benedito Dias Pereira, próxima da então recém-construída nova Estação Ferroviária de São José dos Campos, para a instalação da fábrica. O funcionamento iniciou-se no ano seguinte, especializando-se na manufatura de brins e cobertores.
Em 1934, a Tecelagem ocupava uma área total de 150.000 m2, com 850 operários, produzindo em média 60.000 cobertores e 350.000 metros de brim por mês. Nesta época, a empresa já possuía uma cooperativa para venda de gêneros de uso corrente e alimentos para os seus funcionários. Sob o patrocínio da Tecelagem, os operários mantinham uma Caixa Beneficente para assistência médica. Possuía ainda banda musical, clube de futebol e um clube recreativo.
No ano de 1938, a Tecelagem possuía em seu quadro 1200 funcionários, correspondendo a 8% dos 14.474 habitantes da Zona Urbana do Município, com uma produção mensal de 170.000 cobertores e 180.000 metros de brim. Nesta época, anexa à Tecelagem funcionava uma escola de alfabetização, em dois períodos diários.
Nos anos 50, a empresa registrou grande expansão destacando-se a construção de galpões para a fábrica, o complexo da Usina de Leite e a ala residencial da família projetados por Rino Lévi e Carlos Millán, acompanhados de painéis e paisagismo de Roberto Burle Marx.

Painel de Roberto Burle Marx

Residência Olivo Gomes.
Neste período, foram projetados e executados a Escola Primária Suely Antunes (1950), com projeto de Carlos Millán e Carvalho Franco; a residência Olivo Gomes (1951), com projeto de Rino Lévi e paisagismo de Burle Marx; residência (1951), com projeto de Carlos Millán e Carvalho Franco; Mercado Para Operários (1951), com projeto de Rino Lévi; Galpão Para Equipamentos (1953), com projeto de Rino Lévi e um painel de Burle Marx; Hangar para aviões (1953), com projeto de Rino Lévi; Estádio de Futebol (1957), com projeto de Rino Lévi; Usina de Leite (1963), com projeto de Rino Lévi e paisagismo de Roberto Burle Marx.
Existiram ainda outros projetos de Rino Lévi que não foram executados ou as construções foram posteriormente demolidas: Conjunto Residencial Para Operários (1952), Conjunto Residencial (1955) e Sede do Clube dos Operários (1957).
Nas décadas de 50 e 60, a indústria controlava cerca de 70% do mercado nacional de cobertores de mantas. No mesmo período, a Fazenda da Tecelagem atinge destaque em produtividade, despertando a atenção da Fundação Rockfeller, motivo pelo qual passou a sediar vários eventos internacionais.

Painel de Roberto Burle Marx
Na década de 70, a empresa passou a exportar seus produtos para diversos países, tais como Canadá e Estados Unidos. A produção diversificou-se ainda mais, com a produção de colchas agulhadas e novos equipamentos foram incorporados à fábrica. Entretanto, com os novos rumos da economia do país, a falta de modernização dos processos produtivos e as dificuldades financeiras enfrentadas fizeram com que a Tecelagem entrasse em falência, em outubro de 1993.
Painel de Roberto Burle Marx

Painel de Roberto Burle Marx
Atualmente, a empresa está gradativamente desocupando o local. Após um acordo entre o Município e o governo do Estado, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo ocupou 5.300 m2, além do governo estadual ter transferido para a área o Escritório Regional de Articulação e Planejamento (Erplan) e a Delegacia Regional de Cultura do Vale do Paraíba.
A área referente à antiga cooperativa de laticínios está penhorada ao Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Outras áreas foram entregues ao Banco Econômico, Banco do Brasil ou permanecem em poder da família.
Na área desapropriada, a Prefeitura está instalou o Parque da Cidade, que objetiva restaurar e preservar o patrimônio arquitetônico, ambiental e paisagístico, abrindo a área à utilização da população. Neste sentido, o Executivo Municipal já encaminhou solicitação ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) para que estas instituições iniciem o processo de tombamento das obras e bens de valor cultural presentes no local.
Residência Olivo Gomes.
(Atual Parque da Cidade)
* As fotos dos Painéis de Roberto Burle Marx foram tiradas por Maurício Lubaki Pupo



[1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [Centro Histórico]