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Companhia de Fiação e Tecelagem Paraíba |
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primeira referência à instalação de uma fábrica de tecidos no Município encontra-se no semanário "Correio Joseense", de 30 de abril de 1925, referindo-se ao início das obras de edificação da Companhia Fiação e Tecelagem Parahyba, fundada por capitalistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em junho de 1925, a Fiação e Tecelagem Paraíba arrematou em leilão público as terras dos herdeiros de Benedito Dias Pereira, próxima da então recém-construída nova Estação Ferroviária de São José dos Campos, para a instalação da fábrica. O funcionamento iniciou-se no ano seguinte, especializando-se na manufatura de brins e cobertores. |
Em 1934, a Tecelagem ocupava uma área total de 150.000 m2, com 850 operários, produzindo em média 60.000 cobertores e 350.000 metros de brim por mês. Nesta época, a empresa já possuía uma cooperativa para venda de gêneros de uso corrente e alimentos para os seus funcionários. Sob o patrocínio da Tecelagem, os operários mantinham uma Caixa Beneficente para assistência médica. Possuía ainda banda musical, clube de futebol e um clube recreativo.
No ano de 1938, a Tecelagem possuía em seu quadro 1200 funcionários, correspondendo a 8% dos 14.474 habitantes da Zona Urbana do Município, com uma produção mensal de 170.000 cobertores e 180.000 metros de brim. Nesta época, anexa à Tecelagem funcionava uma escola de alfabetização, em dois períodos diários.
Nos anos 50, a empresa registrou grande expansão destacando-se a construção de galpões para a fábrica, o complexo da Usina de Leite e a ala residencial da família projetados por Rino Lévi e Carlos Millán, acompanhados de painéis e paisagismo de Roberto Burle Marx. |

Painel de Roberto Burle Marx |
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Residência Olivo Gomes. |
Neste período, foram projetados e executados a Escola Primária Suely Antunes (1950), com projeto de Carlos Millán e Carvalho Franco; a residência Olivo Gomes (1951), com projeto de Rino Lévi e paisagismo de Burle Marx; residência (1951), com projeto de Carlos Millán e Carvalho Franco; Mercado Para Operários (1951), com projeto de Rino Lévi; Galpão Para Equipamentos (1953), com projeto de Rino Lévi e um painel de Burle Marx; Hangar para aviões (1953), com projeto de Rino Lévi; Estádio de Futebol (1957), com projeto de Rino Lévi; Usina de Leite (1963), com projeto de Rino Lévi e paisagismo de Roberto Burle Marx. |
Existiram ainda outros projetos de Rino Lévi que não foram executados ou as construções foram posteriormente demolidas: Conjunto Residencial Para Operários (1952), Conjunto Residencial (1955) e Sede do Clube dos Operários (1957).
Nas décadas de 50 e 60, a indústria controlava cerca de 70% do mercado nacional de cobertores de mantas. No mesmo período, a Fazenda da Tecelagem atinge destaque em produtividade, despertando a atenção da Fundação Rockfeller, motivo
pelo qual passou a sediar vários eventos internacionais. |

Painel de Roberto Burle Marx |
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Na década de 70, a empresa passou a exportar seus produtos para diversos países, tais como Canadá e Estados Unidos. A produção diversificou-se ainda mais, com a produção de colchas agulhadas e novos equipamentos foram incorporados à fábrica. Entretanto, com os novos rumos da economia do país, a falta de modernização dos processos produtivos e as dificuldades financeiras enfrentadas fizeram com que a Tecelagem entrasse em falência, em outubro de 1993. |

Painel de Roberto Burle Marx |

Painel de Roberto Burle Marx |
Atualmente, a empresa está gradativamente desocupando o local. Após um acordo entre o Município e o governo do Estado, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo ocupou 5.300 m2, além do governo estadual ter transferido para a área o Escritório Regional de Articulação e Planejamento (Erplan) e a Delegacia Regional de Cultura do Vale do Paraíba.
A área referente à antiga cooperativa de laticínios está penhorada ao Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Outras áreas foram entregues ao Banco Econômico, Banco do Brasil ou permanecem em poder da família. |
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Na área desapropriada, a Prefeitura está instalou o Parque da Cidade, que objetiva restaurar e preservar o patrimônio arquitetônico, ambiental e paisagístico, abrindo a área à utilização da população. Neste sentido, o Executivo Municipal já encaminhou solicitação ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) para que estas instituições iniciem o processo de tombamento das obras e bens de valor cultural presentes no local. |

Residência Olivo Gomes.
(Atual Parque da Cidade) |
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* As fotos dos Painéis de Roberto Burle Marx foram tiradas por Maurício Lubaki Pupo
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