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História de São José dos Campos

Supõe-se que a colonização do território joseense teve início quase que contemporâneo com a da Capitania de São Vicente; presume-se ainda que tal início aconteceu na segunda metade do século XVI, tendo sido primitivamente uma aldeia de índios guaianazes emigrados de Piratininga, provavelmente no ano de 1.564, fundada pelo Padre José de Anchieta, com o nome de Aldeia de São José do Rio Comprido.
Os indícios mais veementes de sua localização situam-na bem nas cabeceiras do Rio Comprido, quando ao final da várzea o terreno se alteia em anfiteatro, e onde hoje se encontra a conservadíssima sede da Fazenda Jardim, um dos belos casarões do período do café.
A Lei de 10 de Setembro de 1.611 que criava e regulamentava a instalação de índios dispersos administrados por religiosos, transformou oficialmente a aldeia em missão de catequeses. Esse fato causou desagrado aos colonos que muito necessitavam da mão de obra indígena e que tiveram suas ações dificultadas. |

O resultado desse conflito entre religiosos e colonos culminou com a expulsão dos jesuítas em 1640 e a conseqüente extinção da missão pela própria dispersão dos aldeados.
Alguns anos mais tarde, com o "esquecimento" da expulsão, os jesuítas reapareceram no Vale do Paraíba trazendo mais alguns indígenas e buscando ponto melhor, escolheram a magnífica planície a 3 Km do Rio Paraíba do Sul, onde hoje está o centro comercial da cidade. De 1.643 a 1.660 obtiveram para os índios, diversas léguas de terra concedidas por João Luiz Mafra, cavalheiro fidalgo da Casa de Sua Majestade.
Progredia a aldeia de Vila Nova de São José, quando em 1.650 foram concedidas sesmarias a Ângelo de Siqueira Afonso e esposa que vieram estabelecer-se entre os índios.
Em 1.692 essa aldeia aparece com o nome de Residência do Paraíba do Sul, e em 1.696 como Residência de São José. A 8 de Janeiro de 1.747, segundo Alfredo Moreira Pinto, foi feito o primeiro lançamento de batizados, assinado pelo Padre Francisco de Paula. |
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Com a expulsão definitiva dos jesuítas em 1.759, ficaram as aldeias da Capitania de São Paulo à mercê do Governador Geral, que em 1.766, não sabendo como proceder com elas, pedia ao vice-rei, instruções de como administrá-las.
Este determinou ao governador, D. Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, o morgado de Mateus, que tornasse essas propriedades produtivas.
O governador pediu e obteve do vice-rei, autorização para criar Freguesias e Vilas.
A 27 de julho de 1767 foi formalizada a ereção da Aldeia em Vila de São José do Paraíba.
A Vila teve um moroso progredir principalmente porque a Estrada Real que ligava as duas Capitanias, São Paulo e Rio de Janeiro, era distante de seus limites, o que muito a prejudicava. Quase um século mais tarde, ou seja, 22 de abril de 1.864 foi elevada à categoria Cidade. Em 1871 recebe a atual denominação de São José dos Campos, seguida pela criação da Comarca em 1872. |
O algodão teve a sua fase, que chegou alcançar larga repercussão. Apesar do excepcional destaque, teve sensível declínio até extinguir-se nos fins do século passado. O Censo de 1.872 registrada para o Município uma população de 12.998 habitantes, incluindo 1.245 escravos, e neste mesmo ano acontece a criação da Comarca.
Grande alento foi dado ao progresso da cidade, que se viu incrementado com a chegada, em 1.876, da Estrada de Ferro, cortando o centro urbano.
Em 1.886 o Município alcançava o apogeu na produção de café, cultura implantada ao redor de 1.830 e que marcou uma época na vida econômica do município e conseguiria ter algum significado até as alturas de 1.930.
No Censo de 1.920 os bovinos alcançavam 1.966 cabeças, indo atingir no Censo de 1.940 o total de 28.549, época em que o ciclo da pecuária se sobrepõe às culturas do café e algodão.
Em menos de meio século, todavia, o ciclo da agropecuário é definitivamente substituído pela economia industrial. |
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A procura do município de São José dos Campos para o tratamento de tuberculose pulmonar teria se tornado perceptível no início deste século, devido às condições climáticas supostamente favoráveis. Entretanto, somente em 1935, quando o Município foi transformado em Estância Hidromineral, São José passou a receber recursos oficiais que puderam ser aplicados na área sanatorial. Com o advento dos antibióticos nos anos 40, a tuberculose começa a receber tratamento ambulatorial caracterizando assim, o fim da função sanatorial no momento em que já é crescente a vinda de estabelecimento industriais para a cidade.
Até 1945, a cidade possuía apenas empresas industriais nos ramos de cerâmica e têxtil.
Em 1946 começa a funcionar a primeira grande fábrica fora dos ramos acima citados: a Rodhia Indústrias Químicas e Têxteis S/A. |
Nos anos 50 a cidade recebeu dois símbolos do desenvolvimento do Brasil: a Rodovia Presidente Dutra e o CTA - Centro Técnico Aeroespacial, que marcaram definitivamente São José dos Campos.
O INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais passa a fazer parte de São José dos Campos pouco depois.
Aeronáutica e Espaço se incorporaram ao nome da cidade e passaram a responder por sua economia.
Atualmente o município é a quarta maior arrecadação de ICMS do Estado. A grande concentração de indústrias é a principal responsável por essa posição. A localização privilegiada, entre as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, é um dos pontos positivos da cidade.
São José dos Campos continua crescendo e se transformando num centro regional de negócios, de compras, de prestação de serviços, de entretenimento e diversão da região. |
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